Auxílio-Doença Acidentário (B91): Requisitos e Diferenças do B31

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Atualizado13/08/2026
Segurado consulta no celular o extrato do benefício do INSS em ambiente doméstico brasileiro com documentos sobre a mesa

Auxílio-doença acidentário, hoje chamado de auxílio por incapacidade temporária acidentário e identificado como B91, é o benefício do INSS pago quando a incapacidade tem relação com o trabalho. Neste guia, você vai entender os requisitos, a diferença prática em relação ao B31, os efeitos sobre FGTS e estabilidade, e o que fazer quando o benefício sai com o código errado.

Índice

Neste artigo você verá

  • O B91 é o benefício acidentário; o B31 é o benefício comum.
  • O B91 dispensa carência e exige nexo com o trabalho.
  • Durante o B91, a empresa deve depositar FGTS em todo o afastamento.
  • Após a alta do B91, há estabilidade de 12 meses no emprego.
  • Um B31 indevido pode ser convertido em B91 com provas do nexo.
  • Nos primeiros 15 dias, o salário continua a cargo da empresa.

Auxílio-Doença Acidentário: O Que É o B91

O auxílio-doença acidentário é o benefício pago pelo INSS quando a incapacidade temporária decorre de acidente de trabalho, acidente de trajeto ou doença ocupacional. Hoje, a nomenclatura oficial fala em auxílio por incapacidade temporária acidentário, identificado pelo código B91, e integra o conjunto de direitos no acidente de trabalho.

Esse benefício não se limita a substituir a renda durante o afastamento. Ele também desencadeia efeitos trabalhistas relevantes, como a manutenção do FGTS e a estabilidade de 12 meses após a alta.

Quando o B91 É Devido

O B91 cabe quando três elementos se encontram: qualidade de segurado, incapacidade temporária por mais de 15 dias e nexo entre a incapacidade e o trabalho. Sem o nexo, o caminho natural é o benefício comum.

O nexo pode ser reconhecido pela comunicação de acidente de trabalho (CAT), por NTEP, por perícia do INSS ou, depois, por decisão judicial. O importante é demonstrar que a incapacidade veio do acidente, da doença profissional ou das condições de trabalho.

B91 e B31: Diferenças Que Mudam Direitos

Muita gente descobre tarde demais que o valor mensal dos dois benefícios pode ser semelhante, mas as consequências jurídicas são completamente diferentes. A espécie do benefício define se haverá FGTS no afastamento e estabilidade depois da alta.

Por isso, conferir o código no Meu INSS é uma das primeiras atitudes práticas após o afastamento. Um enquadramento errado pode silenciar direitos inteiros.

Critério B31 (comum) B91 (acidentário)
Nexo com o trabalho Não há Há (acidente, trajeto ou doença ocupacional)
Carência Em regra, 12 contribuições Dispensada
FGTS no afastamento Só nos 15 primeiros dias Durante todo o período
Estabilidade após a alta Não há automaticamente 12 meses
CAT Não exigida Obrigatória pela empresa
Caminho para auxílio-acidente Mais restrito Mais direto, se houver sequela

Por Que o B91 Costuma Ser Mais Vantajoso

O B91 dispensa carência, mantém o FGTS e gera estabilidade. Isso significa proteção financeira durante o afastamento e proteção no emprego depois da recuperação.

Já o B31 cobre a incapacidade comum, mas não entrega automaticamente esses efeitos. Por isso, quando há indício de origem ocupacional, o enquadramento correto faz diferença concreta na vida do trabalhador.

Documentos de afastamento, cartão do INSS e calculadora sobre mesa de trabalho

Requisitos Para Conseguir o Auxílio-Doença Acidentário

O primeiro requisito é a qualidade de segurado, ou seja, estar vinculado ao INSS e dentro do período de cobertura. O segundo é a incapacidade temporária superior a 15 dias, comprovada por documentação médica e perícia.

O terceiro requisito é o nexo com o trabalho. Sem ele, mesmo com incapacidade real, o benefício tende a sair como B31.

Documentos Que Fortalecem o Pedido

A CAT é o documento mais associado ao B91, mas não é o único. Laudos, exames, atestados, PPP, descrição da função e eventual NTEP também pesam na análise.

Se a empresa não emitir a CAT, o próprio trabalhador pode fazê-lo. A ausência da comunicação empresarial atrapalha, mas não apaga o direito quando as demais provas sustentam o nexo.

Seu Benefício Saiu Como B31 Mesmo Com Acidente no Trabalho?

Esse erro é frequente e custa caro: sem o B91, a empresa pode deixar de depositar FGTS e ainda tentar demitir após a alta sem a estabilidade de 12 meses. Se o seu enquadramento parece errado, você pode tirar suas dúvidas no WhatsApp, com total sigilo.

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Efeitos do B91: FGTS, Estabilidade e Sequela

Durante o recebimento do B91, a empresa deve depositar o FGTS em todo o período de afastamento. Essa obrigação não existe da mesma forma no B31, e por isso a espécie correta protege a poupança do trabalhador.

Após a alta, surge a estabilidade de 12 meses após o acidente. Se restar sequela permanente que reduza a capacidade laboral, também pode caber o auxílio-acidente (B94), acumulável com o salário.

Como Pedir a Conversão de B31 em B91

Quando o benefício sai como B31 apesar do nexo com o trabalho, o caminho é pedir revisão. Na via administrativa, a documentação do nexo é apresentada ao INSS; se não houver correção, resta a via judicial.

A conversão pode recuperar FGTS não depositado e abrir a estabilidade que o trabalhador deixou de ter por causa do enquadramento errado. Quanto antes a revisão for organizada, menores as perdas.

Conclusão

O auxílio-doença acidentário (B91) é o benefício certo quando a incapacidade tem origem no trabalho, e sua grande diferença em relação ao B31 está nos efeitos: dispensa de carência, FGTS no afastamento e estabilidade de 12 meses após a alta.

Conferir a espécie no Meu INSS, reunir CAT e provas do nexo e corrigir o enquadramento indevido são atitudes práticas que preservam direitos. No acidente e na doença ocupacional, o código do benefício não é detalhe: ele define o nível real de proteção.

Não Perca FGTS e Estabilidade Por Um Benefício Enquadrado Errado

Se o afastamento teve relação com o trabalho e o INSS concedeu B31, a empresa pode deixar de depositar FGTS e ainda tentar demitir após a alta sem a estabilidade de 12 meses. O código errado do benefício custa caro e silencia direitos concretos.

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Perguntas Frequentes sobre Auxílio-Doença Acidentário

Qual a diferença prática entre B91 e B31?

A diferença principal não está no valor mensal, e sim nos efeitos jurídicos. O B91 reconhece nexo com o trabalho, dispensa carência, mantém FGTS no afastamento e gera estabilidade de 12 meses após a alta. O B31 é o benefício comum, exige carência na regra geral e não produz automaticamente esses efeitos trabalhistas.

O B91 exige carência de 12 contribuições?

Não. O auxílio-doença acidentário dispensa carência, conforme o art. 26, II, da Lei 8.213/91. Isso significa que, preenchidos os demais requisitos, o segurado pode acessar o benefício mesmo no início da vida contributiva. O que não pode faltar é a qualidade de segurado e a prova do nexo com o trabalho.

Como saber se meu benefício foi concedido como B91?

A forma mais direta é consultar o Meu INSS e verificar a espécie do benefício. O código B91 indica natureza acidentária; o B31 indica benefício comum. Confirmar essa informação é essencial, porque dela dependem FGTS no afastamento e estabilidade após a alta.

Posso trabalhar enquanto recebo B91?

Em regra, não. O B91 exige incapacidade temporária para o trabalho habitual, e o retorno às atividades pode levar à cessação do benefício. Já o auxílio-acidente (B94), que é indenizatório e ligado a sequela permanente, pode ser acumulado com o salário após o retorno.

O que fazer se o INSS concedeu B31 por engano?

É possível pedir revisão administrativa ou judicial para conversão em B91, desde que existam provas do nexo com o trabalho. CAT, laudos, NTEP, PPP e histórico da função fortalecem o pedido. A conversão pode recuperar FGTS retroativo e abrir caminho para a estabilidade.

Quem paga os primeiros 15 dias de afastamento?

Nos primeiros 15 dias, o salário é pago pela empresa. A partir do 16º dia, se a incapacidade permanecer, o INSS assume o pagamento do benefício. Essa lógica vale tanto para o afastamento comum quanto para o acidentário, mudando os efeitos que acompanham cada espécie.

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Compromisso com a TransparênciaEste artigo foi publicado originalmente em 12/08/2026 e passa por revisões periódicas para garantir a precisão das informações e recomendações.Última atualização completa: 13/08/2026.
Dr. Rodrigo Servidio, advogado trabalhista no Rio de Janeiro
Sobre o autorDr. Rodrigo Servidio

Rodrigo Servidio é advogado trabalhista (OAB/RJ 256.866), com atuação presencial no Rio de Janeiro e online no Brasil todo. Pós-graduado em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, já participou de mais de 1000 processos trabalhistas. Produz conteúdos para orientar trabalhadores sobre seus direitos de forma clara e acessível.

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