O Que Eu Recebo Se Pedir Demissão? Veja os Valores
Neste artigo, vamos ver o que muda financeiramente ao pedir demissão e por que isso pesa na decisão. Você entenderá quais valores entram e quais se perdem, além de situações que alteram o resultado. Ao final, veremos como comparar cenários para decidir com mais clareza.
O Que a Pessoa Recebe Ao Pedir Demissão
Quando o trabalhador decide pedir demissão, a rescisão costuma envolver apenas verbas básicas, calculadas de forma proporcional ao tempo trabalhado. Ao mesmo tempo, alguns direitos importantes deixam de existir nesse tipo de desligamento. Por isso, entender o que entra e o que fica de fora é essencial para avaliar o impacto financeiro da decisão.
Este conteúdo tem caráter informativo e busca esclarecer, de forma prática, quais valores normalmente são pagos no pedido de demissão e quais benefícios não se aplicam nessa situação. A ideia é ajudar o trabalhador a compreender as consequências financeiras do desligamento, sem substituir uma análise individual do caso.
Verbas Que São Pagas Na Rescisão
No pedido de demissão, o trabalhador mantém o direito a receber as verbas relacionadas ao período efetivamente trabalhado. Essas parcelas não dependem do motivo da saída, mas sim do vínculo já cumprido.
Em regra, são pagas:
- Saldo de salário, referente aos dias trabalhados no mês da saída.
- Férias vencidas, caso existam, acrescidas do adicional de 1/3.
- Férias proporcionais, também com o acréscimo de 1/3, calculadas conforme os meses trabalhados.
- 13º salário proporcional, correspondente aos meses trabalhados no ano.
Esses direitos estão previstos na Consolidação das Leis do Trabalho, especialmente nos arts. 130 e 146 da CLT, que tratam das férias, além do art. 7º, incisos VIII e XVII, da Constituição Federal, que asseguram o 13º salário e o adicional de um terço sobre as férias. O pagamento dessas verbas não depende de negociação, pois decorre do tempo já prestado pelo trabalhador.
Verbas Que Não São Pagas No Pedido De Demissão
Ao pedir demissão, o trabalhador também precisa considerar o que deixa de receber. Esse é um dos pontos mais relevantes da decisão, pois impacta diretamente o valor final da rescisão e a proteção financeira após a saída do emprego.
No pedido de demissão, não há direito a:
- Multa de 40% do FGTS, prevista apenas na dispensa sem justa causa, conforme o art. 18, §1º, da Lei nº 8.036/1990.
- Saque do saldo do FGTS, que permanece depositado e só pode ser movimentado nas hipóteses legais do art. 20 da mesma lei.
- Seguro-desemprego, benefício vinculado à dispensa sem justa causa, nos termos da Lei nº 7.998/1990.
Essas exclusões explicam por que o pedido de demissão costuma resultar em um valor total menor na rescisão. Embora o trabalhador receba as verbas proporcionais, perde benefícios que funcionam como uma proteção financeira no período de desemprego.
Quanto A Pessoa Deixa De Receber Ao Pedir Demissão
Pedir demissão não afeta apenas o valor pago no momento da rescisão. Essa escolha também reduz benefícios futuros que funcionam como uma proteção financeira quando o trabalhador fica sem renda. Em muitos casos, a diferença não está no que é pago imediatamente, mas no que deixa de existir após o desligamento.
De forma geral, o pedido de demissão costuma implicar:
- perda de acesso imediato ao saldo do FGTS;
- inexistência da multa rescisória sobre o FGTS;
- ausência de renda substitutiva durante o período de desemprego.
Esses fatores ajudam a entender por que essa decisão exige atenção, especialmente quando não há uma nova fonte de renda já definida.
Impacto Do FGTS No Valor Final
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço representa uma das maiores diferenças entre pedir demissão e ser dispensado sem justa causa. No pedido de demissão, o trabalhador não pode sacar o saldo do FGTS e também não recebe a multa rescisória.
A Lei nº 8.036/1990 estabelece que a multa de 40% sobre o FGTS é devida apenas quando a dispensa ocorre sem justa causa (art. 18). Além disso, o saque do saldo só é permitido nas hipóteses previstas em lei, listadas no art. 20, que não incluem o pedido de demissão.
Na prática, isso significa que um valor que poderia servir como reserva financeira permanece bloqueado, reduzindo de forma significativa o montante disponível após a rescisão.
Perda Do Seguro-Desemprego
Outro impacto relevante do pedido de demissão é a perda do direito ao seguro-desemprego. Esse benefício existe para amparar o trabalhador dispensado sem justa causa, oferecendo uma renda temporária enquanto busca nova colocação.
A Lei nº 7.998/1990 vincula o seguro-desemprego à dispensa involuntária. Quando o desligamento ocorre por iniciativa do próprio trabalhador, o benefício não é concedido. Na prática, isso significa que, ao pedir demissão, a pessoa pode ficar sem qualquer renda substitutiva, o que aumenta o risco financeiro no período seguinte ao desligamento.
Diferença Financeira Em Relação À Demissão Sem Justa Causa
Ao comparar o pedido de demissão com a dispensa sem justa causa, a principal diferença está na proteção econômica oferecida ao trabalhador. Enquanto na dispensa sem justa causa há acesso ao FGTS, multa rescisória e seguro-desemprego, no pedido de demissão esses direitos não se aplicam.
Mesmo sem entrar em valores específicos, essa comparação ajuda a perceber que a escolha pela demissão voluntária tende a resultar em menor segurança financeira, sobretudo para quem ainda não tem outra fonte de renda garantida. Esse contraste é central para avaliar se pedir demissão é ou não a melhor alternativa em cada situação.

Pedido De Demissão No Período De Experiência
O pedido de demissão durante o contrato de experiência segue regras próprias, diferentes do contrato por prazo indeterminado. Esse tipo de vínculo tem duração limitada e foi criado para permitir que empregado e empregador avaliem a adaptação ao trabalho. Por isso, o impacto financeiro da rescisão pode variar conforme o momento e a forma do encerramento.
Entender essas particularidades ajuda a evitar surpresas, especialmente em relação a descontos e indenizações que não costumam existir em outros tipos de contrato.
O Que Muda Na Experiência
O contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado, prevista no art. 443, §2º, “c”, da CLT. Isso significa que ele já nasce com uma data de término definida, o que influencia diretamente as regras da rescisão.
No pedido de demissão durante a experiência, o trabalhador mantém o direito às verbas proporcionais, como saldo de salário, férias proporcionais com 1/3 e 13º proporcional. No entanto, a existência de um prazo previamente ajustado pode gerar consequências adicionais se a rescisão ocorrer antes do fim do contrato.
| Verba Rescisória | Recebe Ao Pedir Demissão? | Observação Curta |
|---|---|---|
| Saldo de salário | Sim | Dias trabalhados no mês da saída |
| Férias vencidas | Sim | Se houver período aquisitivo completo |
| Férias proporcionais | Sim | Proporcional ao tempo trabalhado |
| 1/3 constitucional de férias | Sim | Incide sobre férias vencidas e proporcionais |
| 13º salário proporcional | Sim | Proporcional aos meses trabalhados no ano |
| FGTS depositado | Não | Saldo permanece bloqueado |
| Multa de 40% do FGTS | Não | Devida apenas na dispensa sem justa causa |
| Saque do FGTS | Não | Permitido apenas nas hipóteses legais |
| Seguro-desemprego | Não | Benefício ligado à dispensa involuntária |
| Aviso prévio | Depende | Pode haver desconto se não for cumprido |
Aviso Prévio E Multa Na Experiência
Diferentemente do contrato por prazo indeterminado, o aviso prévio nem sempre se aplica da mesma forma no contrato de experiência. Quando uma das partes encerra o contrato antes do prazo final, a legislação prevê regras específicas.
Se o empregador encerra o contrato antecipadamente, pode ser devida uma indenização ao trabalhador. Por outro lado, se o pedido de demissão parte do empregado antes do término do contrato, a empresa pode ter direito a uma compensação, conforme os arts. 479 e 480 da CLT.
Essas regras existem para equilibrar a quebra antecipada do contrato, já que ambas as partes contavam com o cumprimento do prazo inicialmente ajustado.
Quando Pode Haver Desconto
O desconto na rescisão do contrato de experiência pode ocorrer quando o trabalhador pede demissão antes do prazo final, sem motivo que justifique a rescisão antecipada. Nessa situação, a CLT autoriza o empregador a descontar uma indenização limitada, conforme o art. 480.
Esse desconto não é automático nem ilimitado. Ele depende do encerramento antecipado do contrato e deve respeitar os limites legais. Por isso, o pedido de demissão durante a experiência exige atenção redobrada, pois o valor final recebido pode ser menor do que o esperado.
Situações Comuns Que Mudam O Valor Recebido
Mesmo no pedido de demissão, o valor final da rescisão pode variar conforme o contexto da saída e o histórico do contrato. Tempo de trabalho, férias já usufruídas e situações específicas do trabalhador influenciam diretamente as verbas proporcionais e possíveis ajustes no pagamento.
Por isso, dúvidas como “trabalhei poucos meses” ou “pedi demissão depois das férias” são comuns e merecem atenção para evitar expectativas equivocadas sobre o valor a receber.
Pedido De Demissão Com Poucos Meses De Trabalho
Quando o vínculo é curto, o cálculo das verbas rescisórias costuma gerar confusão. Mesmo com poucos meses de trabalho, o empregado tem direito a férias proporcionais e ao 13º salário proporcional, ambos calculados conforme o tempo efetivamente trabalhado.
A CLT prevê o pagamento das férias proporcionais na rescisão, conforme o art. 146, independentemente do tempo reduzido de contrato. Na prática, quanto menor o período trabalhado, menor será o valor dessas verbas, mas o direito ao recebimento permanece.
Esse cenário explica por que trabalhadores que atuaram por poucos meses costumam receber valores mais baixos na rescisão, sem que isso represente irregularidade.
Pedido De Demissão Após Férias
Outra situação comum ocorre quando o trabalhador pede demissão logo após retornar de férias. Nesse caso, é importante entender que as férias já gozadas não são pagas novamente na rescisão, pois o descanso já foi concedido.
O que pode ocorrer é o ajuste de valores, dependendo de como as férias foram concedidas e do momento do desligamento. Em geral, permanecem devidos apenas o saldo de salário e as verbas proporcionais relacionadas ao período posterior às férias, conforme as regras gerais da CLT.
Esse contexto costuma gerar a sensação de que o valor da rescisão foi menor do que o esperado, quando, na verdade, parte do direito já foi usufruída anteriormente.
Pedido De Demissão Em Situações Especiais
Algumas situações exigem cuidado adicional na análise do pedido de demissão, como nos casos de gestante, aprendiz ou trabalhador em retorno de licença. Nessas hipóteses, existem limites legais e proteções específicas que podem alterar as consequências do desligamento.
No caso da gestante, por exemplo, a CLT assegura estabilidade provisória em determinadas condições, conforme o art. 391-A. Embora o pedido de demissão seja possível, ele deve ser avaliado com cautela, pois pode envolver direitos que não se aplicam aos demais trabalhadores.
Esses cenários reforçam a importância de compreender o contexto individual antes de tomar a decisão, já que nem todas as situações seguem a regra geral do pedido de demissão.

Em Quais Casos Pedir Demissão Pode Não Ser A Melhor Opção
Embora o pedido de demissão seja uma decisão legítima, ele nem sempre representa a alternativa mais vantajosa do ponto de vista financeiro. Em determinadas situações, outras formas de encerramento do contrato podem preservar direitos econômicos relevantes e oferecer maior proteção ao trabalhador no período seguinte ao desligamento.
Por isso, antes de tomar essa decisão, é importante comparar cenários e entender como cada forma de rescisão impacta os valores e benefícios envolvidos.
Quando Esperar A Demissão Pode Gerar Mais Direitos
Em termos gerais, aguardar a dispensa sem justa causa costuma preservar direitos que não existem no pedido de demissão. Nessa modalidade, o trabalhador mantém acesso ao saque do FGTS, à multa rescisória e ao seguro-desemprego, o que pode representar uma diferença significativa na proteção financeira após a saída do emprego.
A legislação trabalhista e as regras do FGTS preveem esses direitos justamente para amparar quem perde o trabalho de forma involuntária. Por isso, quando não há urgência na saída ou quando o ambiente permite essa espera, avaliar o impacto de uma eventual demissão sem justa causa pode fazer diferença no resultado final.
Quando Avaliar Um Acordo Pode Fazer Sentido
Em alguns casos, o acordo de demissão surge como uma alternativa intermediária entre pedir demissão e ser dispensado sem justa causa. Essa modalidade permite que as partes encerrem o contrato de forma consensual, com regras próprias previstas no art. 484-A da CLT.
No acordo, parte dos direitos é mantida, como o saque parcial do FGTS, enquanto outros são reduzidos, como a multa rescisória. O seguro-desemprego, por sua vez, não se aplica. Por isso, essa opção não é vantajosa em todas as situações, mas pode ser considerada quando há interesse mútuo no encerramento do vínculo.
A análise do acordo deve sempre levar em conta o contexto do contrato, o momento da saída e as necessidades do trabalhador, sem que isso represente uma orientação automática para optar por essa modalidade.
Em Quanto Tempo A Empresa Deve Pagar A Rescisão
Independentemente de o desligamento ocorrer por pedido de demissão, acordo ou dispensa sem justa causa, a legislação estabelece um prazo legal para o pagamento das verbas rescisórias. Esse prazo existe para garantir previsibilidade ao trabalhador e evitar que a quitação seja adiada indefinidamente após o fim do contrato.
Conhecer esse limite ajuda o trabalhador a identificar quando o pagamento está regular e quando pode haver descumprimento da lei.
Prazo Legal Para Pagamento
A Consolidação das Leis do Trabalho define que as verbas rescisórias devem ser pagas em até 10 dias corridos contados a partir do término do contrato de trabalho, conforme o art. 477 da CLT.
Esse prazo é o mesmo para todos os tipos de desligamento, inclusive no pedido de demissão. Ou seja, o fato de a saída ter sido por iniciativa do trabalhador não altera o tempo máximo que a empresa tem para realizar o pagamento da rescisão.
O Que Fazer Se O Pagamento Atrasar
Quando a empresa não cumpre o prazo legal para pagamento da rescisão, a legislação prevê consequências financeiras. O art. 477, §8º, da CLT estabelece a aplicação de multa em favor do trabalhador nos casos de atraso injustificado.
Além disso, o atraso pode indicar outras irregularidades no encerramento do contrato. Nessa situação, o trabalhador pode buscar orientação para entender quais medidas são cabíveis e verificar se todos os direitos foram corretamente observados, sempre de acordo com as regras legais aplicáveis.
Conclusão
Ao longo deste artigo, foi possível entender o que entra e o que fica de fora quando alguém pede demissão, além de como o FGTS, o seguro-desemprego e as verbas proporcionais influenciam o resultado final. Com essas informações, o trabalhador já consegue enxergar os limites do pedido de demissão e comparar melhor os cenários possíveis.
Esses critérios ajudam a avaliar o impacto financeiro da decisão, identificar situações em que a perda é maior e perceber quando outras alternativas podem fazer mais sentido. O conteúdo não substitui uma análise individual, mas serve como base para pensar com mais clareza, organizar dúvidas e decidir os próximos passos com mais segurança.
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Inscrição Profissional
Inscrito na OAB/RJ nº 256.866 desde 2023
Área de Atuação
Direito do Trabalho, com foco em temas como demissões, verbas rescisórias, vínculo de emprego, horas extras e direitos do trabalhador.
Modelo de Atendimento
Atendimento realizado de forma online, com atuação no Rio de Janeiro.
Perguntas Frequentes Sobre O Que Recebo Ao Pedir Demissão
Quanto vou receber se pedir demissão calculadora
Não existe um valor fixo. No pedido de demissão, o trabalhador recebe saldo de salário, férias vencidas e proporcionais com 1/3 e 13º proporcional. FGTS, multa de 40% e seguro-desemprego não entram. O valor final depende do tempo trabalhado e de situações específicas do contrato.
Trabalhei 5 meses e pedi demissão quanto vou receber
Com cinco meses de trabalho, normalmente são devidos saldo de salário, férias proporcionais com 1/3 e 13º proporcional. Não há saque do FGTS nem multa rescisória. As férias proporcionais são asseguradas pela CLT, art. 146.
O que recebo se pedir demissão e não cumprir aviso
Se o aviso prévio não for cumprido, a empresa pode descontar até 30 dias de salário do valor da rescisão. Esse desconto é previsto na CLT, art. 487, e pode reduzir significativamente o total recebido.
Pedi demissão quantos dias a empresa tem para me pagar
A empresa tem até 10 dias corridos a partir do término do contrato para pagar as verbas rescisórias, conforme a CLT, art. 477. Esse prazo vale também para o pedido de demissão.
Pedir demissão na experiência paga multa
No contrato de experiência, pedir demissão antes do prazo pode gerar indenização por quebra antecipada do contrato. A CLT, art. 480, permite esse desconto, dentro dos limites legais, quando o encerramento parte do empregado.
Se eu pedir demissão recebo seguro desemprego
Não. O seguro-desemprego é devido apenas na dispensa sem justa causa. O pedido de demissão rompe esse direito, conforme as regras da Lei nº 7.998/1990.
Demissão por justa causa o que recebe
Na justa causa, o trabalhador recebe apenas saldo de salário e férias vencidas com 1/3, se houver. Férias proporcionais, 13º proporcional, FGTS, multa e seguro-desemprego não são devidos.
Voltei de férias e pedi demissão quanto vou receber
As férias já gozadas não são pagas novamente. Na rescisão, permanecem devidos o saldo de salário e as verbas proporcionais referentes ao período trabalhado após as férias.
Se eu pedir demissão grávida o que recebo
A gestante pode pedir demissão, mas a situação exige cautela. Além das verbas proporcionais, existe estabilidade provisória, prevista na CLT, art. 391-A, que pode influenciar a análise dos direitos envolvidos. Cada caso deve ser avaliado conforme o contexto.
Principais Pontos Para Ter Em Mente
Veja abaixo os principais destaques abordados neste conteúdo:
- Pedir demissão garante apenas verbas proporcionais ao tempo efetivamente trabalhado
- FGTS, multa rescisória e seguro-desemprego não se aplicam ao pedido de demissão
- A perda financeira vai além da rescisão imediata e afeta a proteção após a saída
- O contrato de experiência possui regras próprias e pode gerar descontos específicos
- Em alguns contextos, esperar a demissão preserva mais direitos econômicos
- Existe prazo legal para pagamento da rescisão, mesmo no pedido de demissão
